O caso Filomena: Uma mulher de Salvador da Bahia cura a hidrofobia extrema graças a reviver sua vida passada como Arawa, uma jovem tailandesa

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Penhascos Tailândia. (Fonte: não mais rastreável)

“Os animais também são humanos? O ar está feliz? Os animais podem me
ouvir? O sol tem uma mãe? O fogo pode saltar? As lianas também vivem na
minha cabeça?”

O psiquiatra britânico Denys Kelsey (1917-2004), marido da famosa médium Joan Grant (1907-1989), que escreveu o Faraó Alado (Winged Pharaoh, no original), e foi o primeiro profissional em seu tempo a usar regressões para acompanhar clientes em vidas passadas, comparou seu trabalho como psiquiatra e terapeuta de reencarnação (Kelsey 2007) da seguinte forma: “Em um máximo de doze horas de terapia de regressão, posso alcançar o que levará um psicanalista em três anos”.

Denys Kelsey trabalhou como terapeuta de reencarnação e o que poderia ser considerado como lenta, a duração de uma regressão em um terapeuta de reencarnação contemporâneo é normalmente de apenas 2 horas, no máximo 3 horas. Por outro lado, a velocidade do trabalho do terapeuta de reencarnação é como o de uma tartaruga em comparação com um médium de boa reputação, que detecta talentos e diagnostica traumas em vidas passadas, não em três horas, mas em três minutos.

Seguindo o trabalho pioneiro de Kelsey e Grant, o psicólogo americano Dr. Morris Netherton é chamado o pai da terapia de reencarnação moderna, em seu rasto luminoso, há grandes celebridades como as americanas Edith Fiore, Roger Woolger e Brian Weiss e o holandês Hans TenDam. Morris Netherton, um conselheiro psicológico durante 14 anos responsável do Departamento de Liberdade Condicional do Condado de Los Angeles, já escreveu o livro revelador Past Lives Therapy em 1978. Isto foi seguido pelo brilhante Método Netherton de Terapia de Vidas Passadas, que é visto como uma Bíblia por colegas do mundo.

Em uma das edições estrangeiras, o livro foi legendado ‘Curando a vidas passadas’, e trata exatamente quando queremos detectar e curar disfunções aparentemente persistentes que se originam de vidas passadas. O tratamento do medo de água extremo da Filomena brasileira é um exemplo disso.

 

O MUNDO DOS ESPÍRITOS

Filomena tinha medos, dos quais o medo traumático da água “obteve” a pontuação mais alta. Filomena, uma brasileira de Salvador da Bahia, entrou em contato comigo depois de conhecer artigos em português na World Wide Web sobre minha vida e trabalho como vidente e médium. No entanto, seu espírito parecia ter planejado uma maneira especial de direcioná-la para mim.

Uma das amigas de Filomena do circuito acadêmico aconselhou-a para o tratamento de ansiedade e a entrar em contato com Eunice Tabakoff, atualmente conhecida como Maria Euniké Santos, uma proeminente psicanalista e cientista erudita em Salvador da Bahia, que havia sido professor adjunto da UFBA – Universidade Federal da Bahia de 1976 a 2004.

Durante a pesquisa de Filomena na web pela psicanalista Eunice Tabakoff, meu nome como vidente, médium e especialista em reencarnação apareceu ao mesmo tempo. Coincidentemente, os caminhos de Eunice/Maria Euniké e o meu se cruzaram várias vezes nos últimos anos, tanto profissionalmente como pessoalmente (já lançamos juntos uma vez algumas belas danças caribenhas/latinas), e estamos conectados pelo Facebook até hoje. No quente verão brasileiro de 1999, tive a honra de ser convidado por ela para fornecer uma análise clarividente ou parapsicológicamente a uma cliente/paciente afro-brasileira presente naquele momento em sua consulta no elegante bairro de Ondina. Claro que com o consentimento, interesse e total cooperação da cliente.

O impacto da análise realizada aparentemente não foi pequeno. A intervenção paranormal (extra-sensorial) parecia ter causado uma grande impressão em ambas, pelo menos divergindo do que era considerado admissível do ponto de vista terapêutico. O professor adjunto da UFBA, Eunice Tabakoff, como eu a conhecia pelo nome na época, descreveu suas experiências sobre meu método da seguinte maneira: “Martien tem a ousadia de enxergar além daquilo que é permitido pelo nosso código”. Seu ponto de vista foi expresso em um folheto para uma conferência e promoção de um workshop que seria realizado na Casa do Comércio, no então Auditório do CESEC – Centro de Estudos Socioeconômicos, em Salvador da Bahia. Correio da Bahia (Cándra 1999) informou.

Outra coincidência foi que Filomena tinha sido cliente do meu bom amigo Dr. Conrad Spainhower, um renomado quiropraxista americano em Salvador da Bahia que trabalhava no Centro Itaigara, que também compartilhava a mesma paixão pela carpintaria ‘de quase profissional’ e fazia parte do painel de professores e terapeutas que apoiaram a conferência na Casa de Comércio.

Filomena, de natureza aventureira como logo descobriria, entrou na seção brasileira do meu website e, finalmente, curiosa como estava decidiu entrar em contato comigo, com o médium paranormal holandês na Espanha, com raízes brasileiras. Filomena queria saber mais sobre sua missão na vida de hoje, mas também estava com um pouco de medo para experimentar uma regressão a vidas passadas.

Ao contrário de suas expectativas, eu já não morava no Brasil. Uma regressão pelo Skype, embora possível, poderia ser realizada além do holandês e alemão, apenas em inglês, um idioma que ela não entendia o suficiente. Pelo menos, eu poderia oferecer consultas por e-mail em português brasileiro, bem como Leituras de Vida e Leituras de Vidas Passadas, especificamente: uma leitura sobre a vida passada, onde se encontra a origem de seus problemas no presente.

Mediante solicitação, Filomena enviou todos os seus detalhes, incluindo o histórico médico, pontos de interesse para uma consulta e uma breve descrição do estudo, trabalho e o curso de sua vida. O medo da água e as muitas consequências que, na minha opinião, teve em sua vida, chamaram minha atenção. Em um segundo pedido, ela relatou cronologicamente, extensivamente e em detalhes suas experiências negativas e parcialmente positivas sobre a ÁGUA.

A rota terapêutica digital entre a cidade brasileira Salvador da Bahia e a espanhola Jerez de la Frontera foi completada.” Filomena foi muito positiva como cliente, cooperativa, faminta por respostas. Eu poderia começar uma leitura sobre uma vida passada com a água como tema central, no melhor português brasileiro que eu tinha disponível.

Antes que a consulta real pudesse começar, também me perguntaram sobre a situação política no Brasil e as possíveis consequências sociais e uma posição quanto as questões de gênero para a comunidade LGBT. Isso, por causa das declarações alarmantes do novo presidente brasileiro, de extrema direita (leia-se: o fascista), Jair Bolsonaro. Em casos politicamente importantes, sou sempre assistido pelo o espírito do falecido cirurgião internacional e ex-presidente brasileiro, Juscelino Kubitschek (1902-1976), o presidente que ordenou a construção de Brasília, a capital futurista.

Esse espírito me informou em 2015, cinco meses antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, que Donald Trump, ao contrário das expectativas de todos os cientistas políticos internacionais, se tornaria presidente de “Torne a América Grande Novamente”. Com a ajuda de Kubitschek, pude informar a Filomena que ela não deveria se preocupar muito. O poder de Bolsonaro não seria eterno, e o Brasil não estava mais no golpe de estado de 1964. Finalmente, o clima social que alguns ex-presidentes, como Lula da Silva e Dilma Rousseff, haviam desenvolvido diligentemente não poderia ser destruído de uma só vez.

Informei a Filomena que havia começado a responder as principais perguntas que surgiam das questões sobre as quais queria maior clareza: ÁGUA – MEDO – MORTE POR AFOGAMENTO. Todas essas questões podem ser atribuídas direta ou indiretamente às experiências de uma de suas encarnações anteriores.

Da encarnação em questão, eu queria dar de maneira cinematográfica uma impressão fiel, tanto quanto possível. Então, eu queria mostrar os pontos de contatos significativos entre sua vida passada e sua vida atual. Como peça final, queria dar-lhe uma série de sugestões para, se desejado, facilitar sua vida e simplificá-la.

 

DOCUMENTO ARTE PARANORMAL
LEITURA DE VIDA PASSADA

 

A ÁGUA TAILANDESA: A VIDA PASSADA DE FILOMENA

Em uma de suas vidas passadas, a entidade que conhecemos hoje como Filomena era uma jovem que morava na Tailândia. Ela era muito pequena em estatura, fazendo-a parecer mais jovem do que realmente era: fisicamente, ela parecia uma adolescente ou uma jovem adulta, sua pele era linda, suave e de cor marena-clara, seus cabelos também suave e de cor castanho escuro, longos e ondulados: uma consequência astrológica de uma Vênus bem aspectado e bem posicionada em seu horóscopo. A bela Vênus foi novamente resultado de uma vida passada antes de sua encarnação na Tailândia, quando o cuidado do corpo tinha alta prioridade. Tanto os homens como mulheres apreciavam olha-la. Seu nome soava foneticamente como Arawa, por isso nós a chamamos convenientemente de Arawa.

Para as pessoas, o exterior de Arawa era diferente de natureza do que era por dentro. Sua aparência era sedutora e energeticamente muito atraente. Seu interior, por outro lado, estava bem fechado, o que era difícil de ser acessado por outros habitantes do mundo. Seu comportamento social pode ser comparado de alguma maneira com o mundo das crianças autistas.

O mundo interior fechado podia ser visto na maneira como ela andava: o corpo ligeiramente curvado e ligeiramente inclinado para a direita, de modo que o cabelo longo cobria parcialmente a testa e um olho. O cabelo colocado sobre um olho era como um véu, atrás do qual ela podia se sentir segura. Com um olho para dentro, ela falava de si para si muitas vezes, e com o outro olho explorando cuidadosamente o mundo.

Arawa era uma menina de água, e o namorado de Arawa era a água. Ela podia falar com a água como se fosse um ser humano: uma mulher da natureza. Arawa frequentemente corria para uma rocha alta que se projetava muito acima do mar, de onde ela podia saltar na imensurável profundidade. Desde a infância, saltar significou muito para ela. O saltar foi sempre a confirmação de uma linha de pensamento que ela havia tido mais cedo naquele dia.

A caminho da rocha perto da baía, seu cérebro trabalhava incessantemente, e ela sempre se fez uma de muitas perguntas: “Os animais também são humanos? O ar está feliz? Os animais podem me ouvir? O sol tem uma mãe? O fogo pode saltar? As lianas também vivem na minha cabeça?”

Sentada no alto da rocha alta, ela olhou para as ondas da água na profundidade.

No caso de muitas ondas, a resposta para a pergunta dela naquele dia era sim. Se houvesse poucas ondas, a resposta era não.

Se a resposta fosse sim, ela saltava novamente na imensurável profundidade. Saltar nunca esteve isento de perigo, várias pessoas morreram durante o saltar, às vezes a água abaixo não era profunda suficientemente ou as rochas menores foram movidas pela corrente. Arawa estava bem familiarizada com a alta rocha acima e a água com pedregulhos abaixo. Ela brincara muito na água quando era criança e conhecia todos os pontos. Mas Arawa também amava o perigo. Pelo perigo, ela se colacava agradavelmente nervosa, no estômago e na cabeça, como se estivesse tomando uma bebida inebriante.

Logo, do alto da rocha, ela entrou em uma posição de saltar, os braços sobre a cabeça, o corpo inclinado para frente, preparando-se para saltar, e de debaixo do cabelo ela olhou para o mar com um olho, esperando as últimas ondas do sim se aproximassem. Então ela saltou, seu corpo estava indo mais rápido que sua mente e disparou como uma flecha para baixo. Durante o salto, ela disse para si mesma: “Você vê, o sol tem uma mãe, as ondas do sim já disseram isso”.

Com o tempo, Arawa teve problemas com as pessoas da aldeia: com vários homens e também uma mulher. Eles a perturbavam enquanto ela caminhava até a rocha. Eles queriam algo dela, algo que ela não queria, ainda que ela não entendesse exatamente o que eles queriam dela. Ela ficou com raiva e irritada quando as pessoas tentaram tocá-la, enquanto ela realmente queria ser tocada, mas de uma maneira diferente.

Apesar das poucas palavras que falou, Arawa tinha um caráter forte, talvez um personagem dominante. Ela não tolerava nenhuma contradição da vida ou de outras pessoas e não queria que ninguém frustrasse sua vida. Se ela pudesse frustrar alguém com sua própria morte, ela usaria essa arma.

Arawa tinha más intenções, estava realmente furiosa, pelo menos muito zangada. Sua vida interior tranquila, com poucas palavras, mas com muito contato com a natureza, estava perturbada. Os agressores eram os homens e aquela mulher, cada um separado, que se aproximavam dela cada vez mais a caminho da rocha. Ela não podia se defender, era muito pequena e era de poucas palavras. Foram tentativas de agressão sexual que ela experimentou, mesmo que ela não conhecesse a palavra, tentativas de agressão sexual que ela mal podia resistir com suas mãos. Os eventos que levaram à raiva mudaram alguma coisa em seu cérebro, mudaram como sabemos, na verdade toda a sua existência: corpo, mente e alma.

Ela perguntou as ondas do mar se ela tinha que fazer um salto especial, um salto que iria finalmente sacudir seus agressores, puni-los e mostrar que ela não tinha medo de ninguém. Todas as ondas respondem sim à sua pergunta para fazer salto especial.

Arawa se preparou para um salto especial em um dia que, de fato não havia suficiente água no sopé da rocha alta. Ela sabia disso, mas isso havia sido ordenado por seus pensamentos infectados pela raiva e tristeza. Ela assumiria o risco, as ondas haviam dito sim.

Ela se preparou para um salto fatal. Seus últimos pensamentos passaram por ela enquanto ela olhava para as ondas do sim nas profundezas. Sua raiva ordenou-lhe para saltar, seu amor pela vida e pela natureza realmente não queria. Uma luta interior, sua raiva e ego para provar quem ela era, ganhariam e ganharam, ela saltou.

O salto na profundidade foi muito rápido, mas durou uma eternidade. Em um filme rápido, ela supervisionou partes de sua vida: as ondas do mar que ela amou, as lianas da floresta, o ar que ela estava conversando e o sol que talvez não tivesse mãe. Mas ela estava a caminho das profundezas e sabia que isso significaria o fim da jornada. Também se tornou o fim da jornada, pelo menos quase.

Naquele dia, parecia haver muito pouca água na baía.

Arawa viveu por algum tempo, a água do mar era de cor vermelha. Além da dor entorpecida, não sentia nada fisicamente, novos pensamentos lhe ocorreram. Ela percebeu que, com o mergulho do ego, havia perdido o contato com a natureza, a coisa mais preciosa que tinha. Ela estava irritada com a ira que havia dentro dela.

Ela levou o medo da água para a morte, e se existisse reencarnação, ela pensou, levava esse medo para a próxima vida, para outra encarnação em outro país. Talvez para o Brasil, provavelmente.

 

ANÁLISE MEDIÚNICA E PERSPECTIVA DO FUTURO

Na análise, informei a Filomena que a vida de Arawa proporcionava, de maneira cinematográfica, uma compreensão da dinâmica de sua vida passada, que emitia sua energia perturbadora em seu presente e, consequentemente, influenciou sua vida como Filomena no Brasil. No entanto, sob os subtemas AGUA – MEDO – MORTE POR ASFIXIA, viveu, notei paranormal, um tema central. Esse tema principal – “Processos de poder”: poder versus impotência e dependência versus independência – foi um tema recorrente durante as múltiplas encarnações que ocorreram antes da encarnação tailandesa: um movimento oscilatório de pêndulo metafórico.

O movimento oscilatório do pêndulo não é eterno. Quando o mecanismo de um relógio de pêndulo não precisa de ativação adicional, levantando o peso de uma corda ou enrolando uma mola, o pêndulo finalmente para. Como resultado de muitos exercícios, a energia diminuiu substancialmente, a alma aprendeu a lição kármica nesta área da vida e pode se desenvolver ainda mais em outras áreas. A vantagem da dor como professor de vida e das experiências kármicas é que, após muitos movimentos do “relógio” interno, a entidade se torna um mestre de questões aparentemente diametralmente opostas, como: pobreza versus riqueza, saúde versus doença, ou poder versus impotência. Depois de dominar o dilema, a entidade pode, como especialista nesta área, ajudar outras pessoas que estão no mesmo estágio de desenvolvimento.

Arawa foi parcialmente incapacitada, uma ligeira forma de autismo, e depois se trancou em um casulo simbólico, parcialmente removido da sociedade, ela viveu psicologicamente sozinha em seu próprio reino. Ela usou sua deficiência, em parte inconscientemente, como uma arma social. Isso, viver a vida que só ela queria, e manter as pessoas afastadas. O salto mortal no vazio, um protesto ao mundo e à sociedade, foi uma expressão disso, agora poderíamos dizer: melhor morrer do que socializar.

O medo da água, mas também outros medos ou súbito susto em sua vida atual, se originam na vida de Arawa. No entanto, morrer após o salto mortal não era o que ela mais temia. O verdadeiro medo e consternação era que ela havia tomado a decisão errada. Isto é, que havia renunciado à sua vida orgânica e seu vínculo com a natureza, que havia tomando uma decisão errada, que havia sacrificado sua própria vida, querendo punir outras pessoas. Esse foi o grande medo, medo de repetição. O medo que levará à morte e automaticamente a outras encarnações.

É isso que ela sente com mais frequência em sua vida atual, quando é lembrado inconscientemente, através de estímulos emocionais (água, associações de morte por asfixia, tomar um banho, uma cachoeira, a piscina), a encarnação na Tailândia.

Chamei a atenção de que os medos podem, não necessariamente, gerar outros medos. O medo de um cão marrom grande pode se tornar medo de cães marrons pequenos, depois de todos os animais marrons, depois a cor marrom, um casaco marrom, alguém com cabelos castanhos.

A água ainda tinha uma atração por Filomena. No entanto, devido à memória inconsciente de Arawa, muitas vezes era muito descuidada e imprudente, e então saltava com entusiasmo na água ou numa onda sem ver se tudo estava seguro. De fato, a personalidade de Arawa que sabia nadar bem, saltou na água, de modo que Filomena, que não sabia nadar tão bem, se assustou e ficou fóbica.

Além do erro que Arawa cometeu, era uma bela jovem que amava a natureza, uma pessoa dotada de muitos talentos, com poesia e filosofia internas. Uma mulher com uma bela consciência mítica e mágica, que poucos possuem. Esse sentimento também carregava Filomena em si, como uma herança de Arawa.

Descobri que esses talentos poderiam florescer muito bem na educação (crianças, adolescentes), as artes (vanguarda), a cinema, a literatura, o teatro e satírico (!), mas também na educação e treinamento de jovens paranormais.

Seguir o própio caminho na vida também seria importante e não ouviria muito as críticas triviais das pessoas, mas sem estar socialmente trancada em um casulo.

Previ de forma extra-sensorial e com base nas estatísticas, que, através de reviver cinematograficamente a vida de Arawa, os medos mencionados reduziriam certamente e talvez desaparecessem completamente. Para recuperar o prazer na água sem medo e para ajudar o processo de cicatrização, eu a aconselhei a manter periodicamente algumas sessões autohipnóticas:

Recomendei que fizesse um banho para os pés (escalda pés) algumas vezes por semana, duas ou três vezes. Ao fazer isso, sente-se confortavelmente, por exemplo, enquanto vê televisão ou lê, e mergulhe os pés num recipiente com água morna e adicione baste sal. Depois de um tempo, o corpo e a alma se acostumariam ao elemento água novamente sem que os medos viessem à superfície. As sessões (autohipnóticas) devem ser desenvolvidas tranquilamente e lentamente durante um longo período de tempo, alguns meses.

 

AS EXPERIÊNCIAS DE FILOMENA APÓS A CONSULTA: OS RESULTADOS

Filomena agradece muito a luz que cruzou seu caminho. Ela tenha lido todo o material recebido e se identifica em detalhes com Arawa. Ela entende cada vez mais a conexão entre Arawa e Filomena, e que poderia levar também outros sentimentos de outras vidas passadas consigo. E, além disso, ela pergunta, que lições deveria levar em conta para não cair repetidamente em um movimento oscilatório do pêndulo. Ela resume suas experiências em vários pontos e dá uma impressão das semelhanças que experimentou entre Filomena e Arawa. Ela fala aqui na terceira pessoa.

1. Sua introspecção essencial – Filomena tem esse lado também muito forte e ama a natureza – é onde ela mais se revigora e também Filomena ama os animais !!!

2.Filomena também é teimosa e não gosta de ser frustrada.

3. Filomena foi abusada sexualmente na infância.

4. Filomena é muito atirada, e quando se irrita “sai em disparada”.

5. Se esconder ou se afastar da sociedade como Arawa, faz Filomena ter atos parecidos. Hoje também Filomena ainda usa esse “afastar-se” das pessoas – talvez ainda como uma possível defesa, pois no fundo, não quer se aborrecer com os outros e de certo modo, tenta provar para si sua possível independência do mundo; Filomena não abre mão de sua independência, é algo como questão de honra!!! rsss.

6. Filomena trabalha com planning na sua vida atual para que tome sempre as “melhores decisões”; ou seja dentro daquilo que ela considera de valor para o bem dela e de quem esteja em seu ambiente.

7. Filomena de fato como Arawa adora se jogar; é impulsiva e não está nada mal – rsss.

Acredito que os grandes aprendizados de Filomena conforme me disse Martien (entendi um pouco que é agir desta maneira) são:

1. Buscar não me frustrar e/ou criar menos expectativas com as pessoas, com isso conseguir buscar que eu mesma alcançar mais e melhor com meus próprios esforços. Seguir minha intuição, estando também aberta à ajuda dos outros.

2. Manter o contato com a natureza interna e externa – “se jogar “, mas de forma mais segura, cautelosa, medindo mais as ações – minimizar o medo ao tentar e voltar a tentar, não fugir e encarar as situações.

(Essa final de semana e semana passada tomei um banho de mar maravilhoso; entrei e colocava meu pé na água sacudindo-os, mergulhando meu corpo e alma- dava certa claustrofobia, mas ia buscando entender os motivos – emocionais…lembranças inconscientes).

Filomena me pediu esclarecimentos em um contato posterior do pombo-correio digital (e-mail).

1. Arawa era brava e fechada e por isso a molestavam (agressão sexual)? Ou ela se jogou por que a molestaram?

2. O que o movimento do pendulo quer me ensinar? O que não preciso mais repetir?
Com um extenso agradecimento acompanhado de uma série de sinais de admiração, Filomena conclui com uma calorosa saudação a recepção do relatório sobre sua vida passada como Arawa.

Depois de um tempo, recebi outras mensagens do Brasil:

– Estive na praia e tomei banho de mar num encontro de pessoas para limpeza do corpo e alma. Recordei Arawa!
– Agora ficou mais claro. Acho que Arawa e Filomena são no fundo meio rebeldes. Rsss

– Estou melhor com a água… bem melhor!! Obrigada!!

 

FINALMENTE – AS VIDAS PASSADAS VIVEM NO PRESENTE

Em termos de conteúdo, há pouca diferença nas informações obtidas por meio de regressões a vidas passadas ou por leituras de vidas passadas por um médium. No entanto, em termos de experiência emocional, certamente pode haver uma diferença. Ou seja, durante a regressão as pessoas estão mais envolvidas emocionalmente, também fisicamente. As afecções e distúrbios físicos de uma vida passada podem, pelo menos sob minha direção, manifestar-se (temporariamente) durante e após uma regressão, até que o corpo e a mente processem a perturbação e retornem energicamente à corrente normal.

Uma jovem médico do hospital que estava familiarizado com os muitos segredos do corpo, estava depois de uma regressão comigo inexplicavelmente doente por mais de uma semana, claro não fatal, mas estava acamado, gravemente doente, miserável e incapaz de trabalhar. Ela se recuperou rapidamente.

A magnum opus do professor Ian Stevenson (1918-2007), bioquímico, internista e chefe de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Virgínia (EUA), mostra que ferimentos graves sofridos em uma vida passada podem se manifestar como marcas e defeitos congênitos na vida atual. 3000 casos estão documentados (Stevenson 1997). Portanto, a vida passada pode se manifestar, também fisicamente, de todos os modos, durante e fora de uma regressão. Como seguimento das descobertas de Ian Stevenson, deliberadamente dou um passo ainda maior.

É minha experiência tanto como vidente (estrutura de informação extra-sensorial) quanto como médium (informação espiritualista) durante 40 anos, que a partir do momento em que uma entidade começa a ‘habitar’ o feto na mãe, ele assume a forma que corresponde astrológica-kármicamente a experiências agradáveis ou não, de uma ou várias de suas vidas passadas. Motivo pelo qual filhos da mesma família, além de possuírem características físicas em comum, são mais de uma vez diferentes em termos físicos. O espírito descendente, a entidade, molda o feto dentro das possibilidades do material hereditário (DNA) do pai e mãe escolhido, de sua “preferência”.

Uma cliente afro-americana das Antilhas Holandesas no Caribe tinha pele escura e sofria de vitiligo. Pela forma das manchas em sua pele, vi como vidente que eram queimaduras “antigas”, originárias de uma vida passada em Amsterdã, capital da Holanda. Ela então morava no quinto ou sexto andar de uma casa estreita do canal. Apenas uma escada estreita dava acesso a todos os andares. Depois de um incêndio no primeiro andar, ela caiu na armadilha. Ela morreu no incêndio depois de ser dominada por mil e um medos e tensões. Durante a sua vida atual, as manchas dermatológicas manifestam-se cada vez mais evidente depois de experimentar grande stress devido à turbulência social.

Um dançarino espanhol que foi cegado pela luz do sol refletida durante uma regressão a uma vida passada na África, teve alguns minutos até intervir, uma afecção ocular grave, não imaginária, mas de seus olhos físicos no aqui e agora. Os espectadores durante a regressão testemunharam que o corpo (e o espírito) do passado coincidiam com o corpo (e o espírito) do dançarino no presente.

O grau de experiência emocional do cliente durante uma leitura falada ou escrita depende da escolha das palavras e da entonação do médium. Uma leitura pode ter o poder de nunca esquecer ou insignificante como uma oração fúnebre de um tagarela. Semelhante às palavras de um psiquiatra apaixonado no presente ou no passado, ou pelo contrário, as palavras de um psicólogo apagado tropeçando em direção a sua aposentadoria. Com base nas informações obtidas paranormalmente da vida passada de um paciente, tratei com sucesso a suposta esquizofrenia de Ricardo, onde a escolha de palavras e entonação, os encantamentos (Verstraaten 2011, p 81-82), sob a influência do planeta astrológico Deméter (Ram 1949, p. 78-80), tocou a alma e levou à sua cura (Veja: Caso de Ricardo B.: Estudo sobre Audição por Voz Extra-Sensorial / Alucinação Auditiva).

O fato é que, para falar novamente com o psiquiatra Denys Kelsey: “Em um máximo de doze horas de terapia de regressão, pode-se realizar o que levará um psicanalista em três anos”. Psiquiatras renomados como Ian Stevenson, Arthur Guirdham, Edith Fiore e Brian Weiss tiveram a mesma experiência profissional que Denys Kelsey.

“De-hipnose” ou de-hipnotizar neste contexto, é o despertar de um estado hipnótico inconsciente e involuntário, muitas vezes pessoal, pelo menos social e coletivo. Desde a obra de Sigmund Freud Psicologia das massas e análise do eu (Freud 1921), e depois através do trabalho inovador de Milton Erickson e seus modeladores da PNL, Bandler e Grinder, devemos saber que estamos condicionados socialmente desde o berço até ao sepulcro com o que é experimentado e aceito na sociedade como apropriado e desejável.

Como, historicamente em poucas palavras: as doutrinas dos líderes tribais em clãs pré-históricos, conceito e tipos de servidões, ascetismo através de sangria, moral vitoriana de dois caras, a ideologia de cintura de vespa versus sufragistas, classificações DSM de histeria e desmaios, doutrinas açucaradas do movimento de Coca-Cola, escravidão médica através do Relatório Flexner, a filosofia do peso humano através de produtos leves multinacionais, maquiavelismo da União Europeia.

Com a de-hipnose, também poderíamos mostrar os psicoterapeutas tradicionais e seus antigos paradigmas, oponentes ou céticos de regressões a vidas passadas, a luz que Kelsey, Stevenson ou Netherton nos trouxeram décadas atrás. As pacientes e clientes se beneficiam em qualquer caso, como evidenciam as aplicações de de-hipnose, entre outras, pelo o Centro de Regressão a Vidas Passadas do Dr. Morris Netherton e Dr. Thomas Paul em Los Angeles.

Os cubistas franceses já usavam, mesmo inconscientemente, de-hipnose e com sucesso. Isso para destruir para sempre o mito do ideal de beleza acadêmica da dominante Académie des Beaux Arts. Devido ao ideal burguês, Vincent van Gogh perdeu uma boa ocasião até sua morte, social e economicamente, assim como Picasso em seus primeiros anos na França, para não mencionar revolucionários como Roy Liechtenstein, Andy Warhol ou Joseph Beuys, se tivessem sido arte-historicamente ao mesmo tempo.

De-hipnose, na forma de desmistificação e de-condicionamento, apliquei todos os anos aos estudantes de artes plásticas do primeiro ano, para eliminar culturalmente suposições estereotipadas e conceitos burgueses. Rembrandt, Da Vinci, Salvador Dalí e M.C. Escher eram até então seus favoritos, não por causa de suas supostas artes ou não, mas porque eles podiam desenhar ou pintar de maneira foto realista. Van Gogh, embora estivesse no final da lista, também era um favorito, porque havia perdido a orelha. E sem sofrimento e pobreza nenhuma arte era possível, então os alunos também usavam seriamente calças rasgadas ou outras roupas surradas.

Os alunos das minhas aulas foram temporariamente forçados a desenhar ou pintar, por vários meses periodicamente, com a mão “errada”, geralmente a mão esquerda. Como resultado, tornou-se completamente impossível igualar o ideal histórico de beleza através de copiar foto-realisticamente a realidade. Como resultado, o hemisfério direito do cérebro foi estimulado, por meio do qual as ideias burguesas sobre arte, instaladas no hemisfério esquerdo, foram esmagadas em favor de seus próprios talentos plásticos internos. Os alunos adquiriram o nível do final do segundo ano em três meses.

A de-hipnose em termos de vidas passadas é a desmistificação e o de-condicionamento de experiências de vidas passadas que estão enraizadas como resultado de visões falsas coletivamente e pessoalmente. A regressão ou a leitura de vidas passadas é, com relação a outros métodos interessantes, a maneira real de detectar e tratar a origem da maioria dos problemas pessoais e coletivos. Pelo menos hoje, amanhã, outros métodos ainda mais eficazes podem ver a luz.

Sempre devemos estar atentos, acordados e ser esperto.

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O caso Filomena foi publicado com a permissão do cliente. Filomena obviamente não é seu nome verdadeiro.

 

 

NOTAS E LITERATURA RECOMENDADA

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Actualizaçao 18-09-2019

 

O artigo original foi publicado em Neerlandês, em 14 de agosto de 2019.
Tradução: Martien Verstraaten. Correcão: Letícia

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© MARTIEN VERSTRAATEN
Vidente e Médium holandês
Terapeuta de regressão a vidas passadas
Exercendo a profissão desde 1985 (Países Baixos, País de Curaçao, Brasil, Espanha)

Jornalista mediúnico. Autor

Lugares ocupados:
Catedrático de Belas Artes e de Métodos Experimentais
HAN University of Applied Sciences,
Departamento de Belas Artes, Arnhem/Nimega, Países Baixos

Catedrático de Belas Artes e de Metodologia Metafísica de Aprendizagem
NHL University of Applied Siences,
Departamento de Belas Artes, Leeuwarden/Groninga, Países Baixos

Profesor convidado em vários países

Membro do Conselho do ‘Groninger Museum’, o proeminente museu internacional de arte moderno, Groninga, Países Baixos
Membro do Conselho Provincial de Cultura de Groninga, Groninga, Países Baixos
Membro do Conselho Provincial de Avaliaçao de Belas Artes, Países Baixos

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DESTINATIONS
– Laboratório de Inteligência Intuitiva
Espanha – Países Baixos – País de Curaçao – Brasil
CONSULTORIO PARANORMAL ANDALUCÍA
Jerez de la Frontera, Cádis, Espanha

www.martienverstraaten.com